José Joaquim Gomes Pereira de Gouveia, Hematologista clinico e Oncologista médico inscrito na ordem dos médicos sob o número 12489, faleceu hoje em Lisboa, aos 75 anos de idade, vítima de doença prolongada.
Nascido no Funchal, Região Autónoma da Madeira, pode considerar-se ter sido um dos pioneiros da Oncologia e da Hematologia moderna em Portugal.
Iniciou a sua carreira no início da década de 70 no serviço de hematologia do Hospital Santo António dos Capuchos (Serviço 3) dirigido pelo Dr. Valadas Preto.
De 1976 a 1986 trabalhou em Paris-Villejuif, Instituto Gustave-Roussy, hospital Paul Brousse, com o Professor George Mathé, reputado oncologista e imunologista francês, autor do primeiro transplante alogénico de medula óssea bem-sucedido realizado em seres humanos não relacionados e de quem foi seu grande amigo.
Regressado a Portugal, cria em 1987 o Serviço de Hemato-Oncologia do SESARAM, onde durante cerca de 5 anos se destaca pelo asseguramento da prestação de cuidados nas áreas hematológica e oncológica na Região Autónoma da Madeira, com apenas 2 médicos, de entre os quais Ele próprio.
De 1992 a 1997 dirigiu o serviço de Hematologia do Hospital Santo António dos Capuchos, tendo sido posteriormente diretor do Serviço de Oncologia dos Hospitais Civis de Lisboa, diretor do IPO de Lisboa e ultimamente coordenador da unidade oncológica do hospital Cuf Descobertas e responsável pelo registo oncológico dos Hospitais CUF.
Em 2007 desempenhou as funções de Coordenador Nacional para as Doenças Oncológicas, no âmbito do então Alto Comissariado da Saúde, enquanto serviço de coordenação intraministerial, ao nível da articulação das políticas públicas de preparação e execução do Plano Nacional de Saúde e de programas específicos de âmbito nacional.
Na sua longa carreira hospitalar foi um dos principais dinamizadores da investigação científica no tratamento dos tumores sólidos em Portugal.
O Dr. Joaquim Gouveia é pai do atual Presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, o nosso colega e amigo Joao Gouveia, médico Intensivista do Centro Hospitalar Lisboa Norte-Hospital de Santa Maria, a quem endereçamos em particular e a sua família em geral, os nossos sentidos pêsames. Caro amigo e companheiro João Gouveia, a vida ensina-nos a dizer adeus às pessoas que amamos sem tirá-las do nosso coração. Sabemos que a dor de perder alguém é aquela que dói na alma, aquela que não passa, só é amenizada, mas que sempre será lembrada. Nesta hora de dor e sofrimento, imagino que seja difícil seguir em frente. Perder um pai é perder um pedaço de nossa vida, um tesouro insubstituível. Mas nós temos de permanecer cá, honrando a vida dos que já não estão. Aqueles que nos amaram sempre, nunca nos vão querer ver sofrendo. Desejamos-te muita força amigo, estaremos aqui do teu lado.     Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos

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