Sócios Honorários


Dr. Andrew Rhodes
Dr. António Manuel Bessa Paes Cardoso

O Dr. António Manuel Bessa Paes Cardoso iniciou há mais de 30 anos a sua actividade profissional em Medicina Intensiva.

Integrou um grupo de médicos que fez Escola no Intensivismo Português, dando corpo a uma das suas Unidades pioneiras, o Centro de Reanimação Respiratória do Hospital Geral de Santo António do Porto, hoje chamado Serviço de Cuidados Intensivos, onde cumpriu todos os graus da carreira hospitalar, sendo seu Director de 1994 até Março de 1998.

Dada a sua formação base de Pneumologia, dedicou particular atenção à avaliação da função pulmonar, à sua aplicação à ventilação artificial e ao doente crítico, desenvolvendo múltiplos trabalhos nessa área. Foi o principal responsável pela constituição do Laboratório de Função Pulmonar do mesmo Serviço, considerado uma Unidade referência a nível nacional. Sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Cuidados intensivos, tem sido um dos seus membros mais dinâmicos, integrando vários elencos directivos, sendo de destacar a Presidência da Direcção durante o triénio 1990/93.

Foi durante a sua vigência que se iniciou a publicação da Revista de Medicina Intensiva e se tomou a iniciativa da constituição dos Grupos de Trabalho. Foram consolidadas as relações ibéricas constituindo-se o Comité Luso-Espanhol de Cuidados Intensivos e organizando-se na cidade do Porto a II Reunião Ibérica de Cuidados Intensivos, depois de se ter realizado a I em Madrid.

São estas algumas das razões para destacarmos este intensivista de trato delicado, que marcará a história desta Sociedade Científica, merecendo o reconhecimento de todos os intensivistas Portugueses.

Dr. António Resina Rodrigues

O Dr. António Resina Rodrigues nasceu a 1 de Julho de 1933 e concluiu a licenciatura em Medicina na Universidade de Lisboa em Janeiro de 1959.

Efectuou o Internato Geral e o Internato Intermédio nos Hospitais Civis de Lisboa. Cumpriu uma Comissão Militar de Serviço em Angola de Julho de 1961 a Novembro de 1963. Em 1964 candidatou-se ao Internato Complementar de Clínica Médica Tendo sido classificado em primeiro lugar. Foi interno no Serviço 3 do Hospital de Santo António dos Capuchos, um dos serviços Hospitalares de Medicina mais prestigiados na época sob a direcção do Dr. Renato Valadas Preto. Em Julho de 1967 obteve , após concurso em que ficou classificado em primeiro lugar, a categoria de Interno Graduado de Medicina, posição acessível apenas a um reduzido e seleccionado grupo de médicos atendendo aos escassos lugares nos quadros hospitalares passando a integrar uma geração de médicos e cirurgiões que influenciaram decisivamente os Hospitais Civis de Lisboa.

No período entre 1974 e 1976 foi membro da Comissão Instaladora dos Hospitais Civis de Lisboa tendo Contribuído para o desenvolvimento das especialidades médicas de Pneumologia, Hematologia, Nefrologia e Gastroentrologia até aí inexistente.

Em Março de 1979 ascendeu à categoria de Chefe de Clínica de Medicina Interna, sendo responsável pela Consulta Externa do Hospital dos Capuchos

Planeou e fundou a Unidade de Urgência Médica em Novembro de 1979, onde se manteve em funções como Director até ao momento da sua aposentação. Foi um interlocutor exigente das sucessivas administrações hospitalares.

A Unidade de Urgência Médica foi porventura a sua realização mais marcante para o Intensivismo português. Construiu um Serviço modelar, tendo sido dos primeiros a ser orientado por Internistas, e que se notabilizou pela qualidade assistencial, pelo conhecimento e pelas técnicas desenvolvidas tendo sido campo de estágio de centenas de Internos de diversas especialidade que hoje dirigem ou exercem a sua actividade nas novas Unidades de Cuidados Intensivos que foram criadas nos Hospitais Centrais e Distritais do País. Profundamente interessado pela ética no exercício da medicina foi reconhecido nacional e internacionalmente neste campo.

A carreira do Dr. Resina Rodrigues caracterizou-se pela exclusiva dedicação à causa dos doentes e da instituição. Essa dedicação, inteligência e competência aliadas, pela sua modéstia profissional e reserva pessoal, ao desinteresse por cargos e honrarias tornaram-no numa figura notável da Medicina e do Intensivismo Português sendo uma honra para a SPCI contar com tão ilustre sócio.

Dr. Armando Guimarães Pinheiro

O Dr. Armando Guimarães Pinheiro nasceu no Porto, em 1922.

Médico e reputado poeta. Publicou mais de uma centena de livros de poesia e organizou o volume Sonetos Portugueses.

Licenciou-se em Medicina, pela Faculdade de Medicina do Porto, em Julho de 1945.

Foi Interno na Estância Sanatorial do Caramulo desde 1945 até 1947. No regresso do Caramulo, foi Médico Auxiliar e depois Broncologista no Sanatório Rodrigues Semide, onde criou o Serviço de Broncologia. Chefiou o Serviço de Broncologia do Sanatório D. Manuel II, entre 1955 e 1970. Foi director do Serviço de Cuidados Intensivos do Hospital de Santo António. Nele trabalhou desde a sua criação (1962) até à sua aposentação (1984).

Publicou muitas dezenas de trabalhos médicos, alguns em revistas estrangeiras (França, Espanha, Holanda). Proferiu lições na Faculdade de Medicina do Porto, no Hospital de S. João, no Porto e em Lisboa.

Em Maio de 1998 foi condecorado com a Medalha de Mérito da Ordem dos Médicos.

Em Novembro de 1999, foi condecorado com a Medalha de Ouro da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Dr. Armando Sales Luís

O Professor Sales Luís, de seu nome completo Armando Octávio Carvalho de Sales Luís, nasceu a 17 de Abril de 1929 em Lahane, Díli, Timor Leste, filho de Pai médico natural de Goa e de Mãe Transmontana.

Entrou para a Faculdade de Medicina de Lisboa em 1948 e terminou a Licenciatura em 1955 com a classificação final de 17 valores, apresentado no final a tese de licenciatura “ Aspectos da patogenia da Hipertensão pulmonar”.

Desde muito cedo se salientou pelas suas capacidades de trabalhar em grupo e por um grupo, com convicções claras e bem definidas.

A sua carreira hospitalar foi totalmente feita no Hospital de Santa Maria, tendo sido o primeiro chefe de equipa de Medicina a iniciar a Urgência em Junho de 1961.

Desde 1959 participou no ensino com Assistente Livre. De 1961 a 1962, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalhou na Columbia University (Bellevue Hospital em Nova York). A Ele se deve a introdução da cardioversão eléctrica em Portugal em 1963.

Doutorou-se em 1965 com 19 valores na Faculdade de Medicina de Lisboa com a tese “ Volume sanguíneo Pulmonar”. Até 1972 foi Assistente e depois Professor auxiliar de Terapêutica médica.

Com um grupo de jovens colaboradores monta a primeira Unidade de Cuidados Intensivos em 1968 (uma cama, depois duas camas …) . Com eles inicia uma série de trabalhos experimentais com cateterismos esquerdos por via retrógrada.

Em 1973 por concurso ascende a categoria de Professor Extraordinário. Em Janeiro de 1978, a recém criada Faculdade de Ciências Médicas, convida-o para leccionar a cadeira de Medicina I e abrir a Clínica Universitária de Medicina I, nas instalações do chamado “casarão” no hospital de Egas Moniz.

Em Novembro de 1979 por concurso público é nomeado Professor Catedrático.

Foi fundador e primeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos e do seu primeiro congresso. Foi igualmente fundador da Sociedade de Educação Médica e em 1969 co-fundou a Acta Médica, revista científica da Ordem dos Médicos Portuguesa, tendo sido seu Director de 1993-1996. Presidiu a Sociedade Portuguesa de Cardiologia no biénio de 1991-1993.

Em 1986 é chamado para a organização do Hospital do Restelo, depois chamado de S. Francisco Xavier. Coordenou a abertura da urgência da Área Ocidental de Lisboa, de que foi seu primeiro Director até 1991. No referido Hospital desempenhou igualmente as funções Director do Serviço de Medicina, Director Clínico e Director do Hospital.

No Serviço de Medicina dirigiu a Unidade de Cuidados Intensivos Médicos (UCIM), por onde passaram e receberam treino vários nomes da Medicina Intensiva Portuguesa actual.

Este Professor de Medicina e Clínico exemplar foi sempre jovem na sua capacidade de antever o futuro, pioneiro nas suas propostas e trabalhos, conscientes do seu papel e da Medicina na Sociedade Portuguesa.

A sua personalidade foi vincada por uma liderança que sempre desejou que fosse pautada por códigos de ética e de grande humanidade.

Foi o Professor de muitos de nós, o médico e amigo de tantos que lhe ficam a dever a disponibilidade, a palavra amiga no momento certo.

Formou e acompanhou varais gerações de excelentes clínicos, dos quais muitos hospitais Portugueses e não só têm o privilégio de ter, manter e contar com Eles para que a transmissão às novas gerações desta forma de estar na Medicina continue com a mesma qualidade.

Dr. Armando Sales Luís

O Professor Sales Luís, de seu nome completo Armando Octávio Carvalho de Sales Luís, nasceu a 17 de Abril de 1929 em Lahane, Díli, Timor Leste, filho de Pai médico natural de Goa e de Mãe Transmontana.

Entrou para a Faculdade de Medicina de Lisboa em 1948 e terminou a Licenciatura em 1955 com a classificação final de 17 valores, apresentado no final a tese de licenciatura “ Aspectos da patogenia da Hipertensão pulmonar”.

Desde muito cedo se salientou pelas suas capacidades de trabalhar em grupo e por um grupo, com convicções claras e bem definidas.

A sua carreira hospitalar foi totalmente feita no Hospital de Santa Maria, tendo sido o primeiro chefe de equipa de Medicina a iniciar a Urgência em Junho de 1961.

Desde 1959 participou no ensino com Assistente Livre. De 1961 a 1962, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalhou na Columbia University (Bellevue Hospital em Nova York). A Ele se deve a introdução da cardioversão eléctrica em Portugal em 1963.

Doutorou-se em 1965 com 19 valores na Faculdade de Medicina de Lisboa com a tese “ Volume sanguíneo Pulmonar”. Até 1972 foi Assistente e depois Professor auxiliar de Terapêutica médica.

Com um grupo de jovens colaboradores monta a primeira Unidade de Cuidados Intensivos em 1968 (uma cama, depois duas camas …) . Com eles inicia uma série de trabalhos experimentais com cateterismos esquerdos por via retrógrada.

Em 1973 por concurso ascende a categoria de Professor Extraordinário. Em Janeiro de 1978, a recém criada Faculdade de Ciências Médicas, convida-o para leccionar a cadeira de Medicina I e abrir a Clínica Universitária de Medicina I, nas instalações do chamado “casarão” no hospital de Egas Moniz.

Em Novembro de 1979 por concurso público é nomeado Professor Catedrático.

Foi fundador e primeiro Presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos e do seu primeiro congresso. Foi igualmente fundador da Sociedade de Educação Médica e em 1969 co-fundou a Acta Médica, revista científica da Ordem dos Médicos Portuguesa, tendo sido seu Director de 1993-1996. Presidiu a Sociedade Portuguesa de Cardiologia no biénio de 1991-1993.

Em 1986 é chamado para a organização do Hospital do Restelo, depois chamado de S. Francisco Xavier. Coordenou a abertura da urgência da Área Ocidental de Lisboa, de que foi seu primeiro Director até 1991. No referido Hospital desempenhou igualmente as funções Director do Serviço de Medicina, Director Clínico e Director do Hospital.

No Serviço de Medicina dirigiu a Unidade de Cuidados Intensivos Médicos (UCIM), por onde passaram e receberam treino vários nomes da Medicina Intensiva Portuguesa actual.

Este Professor de Medicina e Clínico exemplar foi sempre jovem na sua capacidade de antever o futuro, pioneiro nas suas propostas e trabalhos, conscientes do seu papel e da Medicina na Sociedade Portuguesa.

A sua personalidade foi vincada por uma liderança que sempre desejou que fosse pautada por códigos de ética e de grande humanidade.

Foi o Professor de muitos de nós, o médico e amigo de tantos que lhe ficam a dever a disponibilidade, a palavra amiga no momento certo.

Formou e acompanhou varais gerações de excelentes clínicos, dos quais muitos hospitais Portugueses e não só têm o privilégio de ter, manter e contar com Eles para que a transmissão às novas gerações desta forma de estar na Medicina continue com a mesma qualidade.

Dr. Augusto Reimão Pinto
Dr. Corino de Andrade
Dr. Eduardo Almeida
Dr. Emílio Moreira
Dr. Guillermo Vasquez Mata
Dr. Jorge Pimentel

Nascido em Vagos em 1948, o Professor Doutor Jorge Manuel Pericão da Costa Pimentel tem desenvolvido a sua carreira científica e académica ao longo de mais de 30 anos, como Intensivista de reconhecido mérito nacional e internacional.

Estudou na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra onde se formou. Ainda durante os estudos superiores foi assistente da cadeira de Anatomia Patológica até à conclusão do curso. Em 1972 iniciou a sua formação na área da Medicina Interna nos Hospitais da Universidade de Coimbra, ao mesmo tempo que desenvolvia trabalho na área da Medicina Intensiva na unidade ainda recente dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Entre 1986 e 1987 permaneceu em Paris, no Hopital Paul-Brousse onde deu inicio aos estudos de doutoramento na área da cardiotoxicidade pelos organofosforados, estudos que culminaram na tese de Doutoramento pela Faculdade de medicina da Universidade de Coimbra com o titulo “Cardiotoxicidade dos Pesticidas Organofosforados. Estudo Experimental com Azinfos-Etilo”.

Desde 1994 que exerce as funções de director do Serviço de Medicina Intensiva do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Sob a sua direcção e orientação muitos internos realizaram o estágio de Medicina Intensiva, enquanto que especialistas fizeram a formação para a obtenção da sub-especialidade em Medicina Intensiva. É de realçar a particular atenção que sempre deu às actividades formativas, bem como o seu empenho pessoal em manter-se permanentemente actualizado na área do intensivismo.

Acumula ainda funções de docência na área de medicina Intensiva, como Professor auxiliar convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e como Professor auxiliar convidado da Universidade Católica Portuguesa – Escola Superior Politécnica de Saúde (Viseu).

É sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos e nela desempenhou diversas funções, tendo sido Presidente da Direcção de 1994 a 1996?, foi eleito para o “council” da European Society of Intensive Care Medicine e foi ainda representante no Cobatrice, membro da World Federation of Societies of Intensive and Critical Care Medicine, membro da direcção do Colégio da subespecialidade de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos, tendo sido ainda consultor da OMS durante 5 anos.

Estas são apenas algumas das razões para destacarmos este intensivista de trato delicado, apreciador e profundo conhecedor de música e da fotografia, com exposições já efectuadas, que marcou a história desta Sociedade Científica, merecendo o reconhecimento de todos os intensivistas Portugueses.

Dr. José António Castel Branco Mota

O Dr. Castel Branco Mota foi o fundador da Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Curry Cabral (Pavilhão A), uma das primeiras unidades polivalentes que abriram no nosso país.

Foi Director desta Unidade durante um período de 12 anos, entre 1982 e 1994.

A ele se deve toda a organização e apetrechamento desta Unidade de Cuidados Intensivos, bem como o recrutamento de pessoal que nela viria a trabalhar. No campo assistencial esta unidade desempenhou um valioso trabalho em toda a área de Medicina Intensiva, sendo de salientar os muito bons resultados que obteve em algumas áreas em que se especializou, nomeadamente no campo da infecciologia (especialidade em que o Hospital Curry Cabral é referência).

Sob a sua direcção e orientação muitas dezenas de internos fizeram o estágio de Medicina Intensiva, devendo-se realçar a particular atenção que sempre deu às actividades formativas, bem como o seu empenho pessoal em manter-se permanentemente actualizado na área do intensivismo.

Também com a sua coordenação e empenho a Unidade de Cuidados Intensivos no Hospital Curry Cabral teve uma presença constante no campo de investigação em Medicina Intensiva com comunicações orais e “posters” nos congressos da especialidade e ainda cerca de meia centena de publicações científicas em diversas revistas médicas.

De salientar ainda a responsabilidade que lhe coube como Presidente da comissão organizadora do VI Congresso Português de Cuidados Intensivos realizado em Lisboa, em Outubro de 1990 e que constituiu, pelo seu nível científico e cuidadosa organização, um marco importante na história da Medicina Intensiva em Portugal.

Dr. Odin Barbosa

Nasceu a 28 de Julho de 1954 em Recife.

Frequentou a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco em 1977. É Cordenador da UTI do Hospital Santa Joana, Recife; Diarista da UTI do HEMOPE, Recife, Coordenador da Pós-graduação em Medicina Intensiva AMIB/Redentor em Pernambuco.

Foi Presidente da SOTIPE e membro da Diretoria da AMIB.

Tem várias publicações na área de Medicina Intensiva, sendo editor de vários livros e autor de vários capítulos no Brasil e na Europa, sobre infecção, neurointensivismo, ventilação, sedação e analgesia.

Em 2006, resolveu cruzar o Oceano Atlântico e desembarcou em Portugal, estabelecendo laços científicos e de amizade com a Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos que duram até hoje. O Dr Odin Barbosa e o Dr. Marcos Gallindo visitaram Portugal para divulgar o XII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. Nasceu assim a ideia de realizar um evento científico Luso-Brasileiro. O evento, de excelente qualidade científica e organizacional, foi realizado em Porto de Galinhas, teve o apoio da SPCI e da AMIB, e foi dividido em uma etapa realizada no Brasil e uma etapa realizada em Portugal, estabelecendo o padrão atual dos congressos Luso-Brasileiros que decorrem desde então. Hoje, o Congresso Luso-Brasileiro é organizado cada dois anos pela SPCI e AMIB, sendo considerado um importante evento da sua actividade científica.

Desde então o Dr. Odin Barbosa tem participado frequentemente nas reuniões científicas da SPCI, e nos seus cursos de pós graduação, nomeadamente no CITIN.

Pela visão e empenho do Dr. Odin Barbosa em estreitar os laços através deste Oceano que nos une, a Direcção da SPCI tem a honra de propôr a atribuição de sócio honorário ao Dr. Odin Barbosa.

Dr. Odin Barbosa

Nasceu a 28 de Julho de 1954 em Recife.

Frequentou a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco em 1977. É Cordenador da UTI do Hospital Santa Joana, Recife; Diarista da UTI do HEMOPE, Recife, Coordenador da Pós-graduação em Medicina Intensiva AMIB/Redentor em Pernambuco.

Foi Presidente da SOTIPE e membro da Diretoria da AMIB.

Tem várias publicações na área de Medicina Intensiva, sendo editor de vários livros e autor de vários capítulos no Brasil e na Europa, sobre infecção, neurointensivismo, ventilação, sedação e analgesia.

Em 2006, resolveu cruzar o Oceano Atlântico e desembarcou em Portugal, estabelecendo laços científicos e de amizade com a Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos que duram até hoje. O Dr Odin Barbosa e o Dr. Marcos Gallindo visitaram Portugal para divulgar o XII Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva. Nasceu assim a ideia de realizar um evento científico Luso-Brasileiro. O evento, de excelente qualidade científica e organizacional, foi realizado em Porto de Galinhas, teve o apoio da SPCI e da AMIB, e foi dividido em uma etapa realizada no Brasil e uma etapa realizada em Portugal, estabelecendo o padrão atual dos congressos Luso-Brasileiros que decorrem desde então. Hoje, o Congresso Luso-Brasileiro é organizado cada dois anos pela SPCI e AMIB, sendo considerado um importante evento da sua actividade científica.

Desde então o Dr. Odin Barbosa tem participado frequentemente nas reuniões científicas da SPCI, e nos seus cursos de pós graduação, nomeadamente no CITIN.

Pela visão e empenho do Dr. Odin Barbosa em estreitar os laços através deste Oceano que nos une, a Direcção da SPCI tem a honra de propôr a atribuição de sócio honorário ao Dr. Odin Barbosa.

Dra. Laura Carreiro Massa

A Dra. Laura Carreiro Massa nasceu a 31 de Agosto de 1943, na ilha de S. Miguel nos Açores, efectuou sua formação em anestesia nos Hospitais Civis de Lisboa (H.C.L.), no Serviço de Anestesiologia do H.S.A.C , serviço hospitalar prestigiado, verdadeira escola médica, sob a orientação inovadora e de grande modernidade para a épocado seu Director, Dr. Lopes Soares.

Efectuou todos os concursos da carreira médica hospitalar nesta instituição, tendo sido provida em Chefe Clínica com apenas 37 anos de idade.

Nas décadas de 70 e 80 , trabalhou e fez formação em vários centros nacionais e internacionais nas áreas da Anestesia, Neurocirurgia e Cuidados Intensivos.

Em Portugal :no Serviço de Cuidados Intensivos do Hospital Geral S. António, no Porto, dirigido pelo Dr. Armando Pinheiro; na Unidade de Urgência Médica e na Unidade de Cuidados Intensivos Neurocirugicos do Hospital de S. José, dirigidos respectivamente, pelo Dr. Resina Rodrigues e pela Dra. Cristina Câmara.

Em vários centros Europeus: estagiou com o Professor Doughty no Kingston Hospial em Londres; e na University of Wales com o Prof. Vickers; realizou o curso teórico-pratico “ Faculty on Anesthesiology” do Royal Collage of Surgeons, em Londres; estagiou no Rigs Hospitalet em Copenhaga; no Hospital Raymond Poincaré em Paris; no Karollinska Hospital em Estocolmo; no Southern General Hospital em Glasgow; no Addenbrook`s Hospital em Cambridge e no Western General Hospital em Edimburgo.

Contribuiu decisivamente para o desenvolvimento de vários Serviços e Instituições onde trabalhou, como: o Serviço de Anestesiologia do H.S.A.C., na formação e instalação da Unidade de Cuidados Intensivos do Serviço de Neurocirurgia do H.S.A.C; na Unidade de Urgência Cirúrgica do Hospital de S. José, da qual foi responsável durante vários anos e finalmente em 1991 a criação da Unidade de Cuidados Intensivos Polivalentes do Hospital de S. António dos Capuchos, a qual planeou, fundou e na qual se manteve em funções como Coordenadora até ao momento da sua aposentação.

Promoveu o ensino e a formação pós-graduada de médicos e enfermeiros nas áreas da anestesia e cuidados intensivos neurocirúrgicos e na medicina intesiva. Desenvolveu importante actividade científica tendo sido Editora Chefe da Revista da Sociedade Portuguesa de Anestesiologia e Membro do Conselho Redactorial do Boletim dos H.C.L. É Membro da Academia Europeia de Anestesiologia, da Soicedade Portuguesa de Anestesiologia , da European Society of Intensive Care Medicine e da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos.

Agente da introdução da multidisciplinaridade em Medicina Intensiva nos seus primórdios em Portugal , a Dra. Laura Massa criou uma importante ponte para a circulação do saber em Medicina Intensiva e Neurointensvismo entre os mais avençados Centros da Europa e as Unidades Portuguesas, tendo percorrido Portugal e a Europa de Norte a sul em busca da experiência e do conhecimento. Do muito que poderíamos ter escrito de seu percurso, pessoal e profissional, ficam nesta proposta algumas linhas de uma conduta sempre dedicada ao próximo e um tributo a uma memória que se quer preservar.

Será seguramente para todos nós um exemplo que perdurar.