Programa de Acção para o Triénio 2015 – 2017


I Introdução

Como área diferenciada e multidisciplinar das ciências médicas, que aborda especificamente a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doentes em condições fisiopatológicas que ameaçam ou apresentam falência de uma ou mais funções vitais, mas que são potencialmente reversíveis, a medicina intensiva é por natureza multidisciplinar e tem por objetivo primordial suportar e recuperar funções vitais, de molde a criar condições para tratar a doença subjacente e, por essa via, proporcionar oportunidades para uma vida futura com qualidade.

O estado atual da arte e dos conhecimentos que hoje se reconhecem como contributos da Medicina Intensiva impõe que a mesma possa e deva ser praticada em diferentes áreas, com missões, objetivos e metodologias distintas.

As sociedades científicas detêm um papel fundamental na evolução do exercício profissional da medicina.

Nesse sentido, a promoção, dinamização e afirmação da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI) assume particular importância.

 II O porquê da nossa candidatura

Candidatamo-nos aos corpos gerentes da SPCI para o triénio 2015-2017 porque temos um projeto para a mesma e porque estamos convictos que, dado a nossa experiência de gestão na direção anterior podemos dar um contributo válido para melhorar o funcionamento da SPCI e aumentar o seu grau de notoriedade, não só entre as instituições congéneres nacionais, mas também na sociedade portuguesa e até ao nível internacional.

Porque achamos que em nome dos seus associados médicos e enfermeiros, podemos e devemos fazer mais pela SPCI, para além do efetuado, aproveitando a experiência adquirida.

Apresentamo-nos com uma lista de sócios que desde há vários anos trabalham juntos na SPCI colaborando nas múltiplas atividades desenvolvidas.

Preocupamo-nos em incluir juventude, inovação e até irreverência, combinando desta forma a continuidade com novas ideias e formas de agir, aspetos que consideramos muito importantes para o desenvolvimento futuro da nossa Sociedade científica.

Somos de opinião que no contexto atual, estamos em condições de continuar a participar de forma ativa neste importante projeto, que é o de tornar a SPCI, uma das pedras basilares do desenvolvimento da medicina intensiva em Portugal.

III O que pretendemos para a Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos

Linhas estratégicas que nos propomos desenvolver ao longo do mandato:

  • Explorar as potencialidades da SPCI, através de uma gestão criteriosa dos recursos existentes e da angariação de novas fontes de financiamento alternativas.
  • Pese embora as dificuldades e problemas atuais da sociedade Portuguesa e da SPCI em particular, nomeadamente as limitações que decorrem das restrições económicas e a existência de alguma desmotivação em certos setores profissionais, com uma grande indefinição relativamente ao nosso futuro próximo, individual e coletivo, propomo-nos agregar à SPCI novas linhas de pensamento que se possam complementar, sem que se traduzam necessariamente em antagonismos desnecessários e fraturantes, em busca de novas soluções, de criatividade e imaginação.
  • Fomentar a notoriedade e capacidade de intervenção da SPCI, através de uma maior abertura à sociedade civil, no plano nacional e internacional e do incentivo à publicação, por parte dos seus associados, de artigos em revistas científicas nacionais e internacionais.
  • Contribuir para o reforço da investigação em medicina intensiva, através do apoio às unidades de investigação existentes e à criação de núcleos de investigação sempre que se justificar, de modo a que possam constituir‐se em pólos de conhecimento e de inovação.

IV O que temos para oferecer

  • Uma importante experiência e trabalho desenvolvido, o que nos permite dizer que em conjunto conhecemos muito bem a realidade da Medicina Intensiva no nosso País.
  • Capacidade para enfrentar novos e importantes desafios de uma época de mudança, oferecendo novas soluções, criatividade e imaginação para o desenvolvimento da SPCI.
  • Fazer da SPCI um espaço de união, um fórum de todos os profissionais médicos e de enfermagem interessados pela Medicina Intensiva, trabalhando em equipa, promovendo esse encontro e criando as condições para potenciar “massa crítica”, estabelecendo consensos alargados e definindo estratégias comuns.
  • Fruto do consenso entre a anterior direção da SPCI e o Colégio da Sub-Especialidade de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos, apoiar e desenvolver a Academia de Medicina Intensiva, órgão dotado de autonomia administrativa, de tutela mista, encerrando em si as potenciais vantagens na uniformização da qualidade formativa da Medicina Intensiva em Portugal e garantia de uma estandardização na formação dos futuros intensivistas, estruturando a sua formação.
  • Trabalhar no sentido de dotar os futuros especialistas com o que de melhor existe nos diversos serviços / unidades de cuidados intensivos nacionais, contribuindo para uma formação equitativa e uniforme.
  • Desenvolver competências na área de enfermagem que permitam enriquecer a capacidade interventiva dos enfermeiros e promover a qualidade dos cuidados prestados, permitindo aos enfermeiros potenciar o seu manancial competencial e a sua integração em processos de aprendizagem e formação contínua para que possam dar resposta às necessidades do indivíduo e família.
  • Promover no setor uma ampla discussão sobre a especialização de enfermagem de cuidados intensivos, e a necessidade de existência de profissionais de enfermagem detentores de um reportório de competências na área e articulando entre si competências instrumentais, interpessoais e sistémicas.
  • Reforçar o papel de destaque do enfermeiro dedicado ao doente crítico no fomento e implementação desta prática de cuidados de qualidade, quer pelo conhecimento aprofundado que detém na área de especialização da saúde do doente crítico, como pelas competências específicas que possui e que lhe permitem estar desperto para as necessidades dos indivíduos.
  • Estabelecer parecerias e trabalhar na elaboração e estabelecimento de normas de formação específica em enfermagem de cuidados intensivos, visando o reconhecimento de competências e pós-graduações de estabelecimentos universitários e politécnicos, que já existam ou que surjam de novo, e que poderiam ter peso na seleção dos enfermeiros a trabalhar nas unidades / serviços de cuidados intensivos.

V Intenção Estratégica: Visão, Missão e Valores Orientadores dos Objetivos

Bases do planeamento das ações a desenvolver durante o mandato:

Visão

Reorientar a atividade associativa no sentido de transformar a SPCI numa instituição proeminente de desenvolvimento da medicina intensiva em Portugal.

Missão

Assegurar a sustentabilidade a longo prazo da SPCI, através da adequação dos cursos por si ministrados, desenvolvendo programas de formação específicos e assumindo práticas de gestão à realidade atual do País.

Valores Orientadores dos Objetivos

Criar um ambiente de excelência

  • que prepare os associados para serem capazes de transformar o panorama científico nacional e de vencer os desafios do século XXI.
  • Que seja dinâmico, privilegie a diversidade das UCIs, e os médicos e enfermeiros dedicados a medicina intensiva.
  • Que seja capaz de atrair novos associados das diferentes regiões do país qualificados e experientes, com forte vivência clínica na especialidade.

Criar um ambiente de investigação

  • Que promova a publicação de artigos em revistas científicas de prestígio nacional e internacional.
  • Que eduque e crie uma nova geração de investigadores.
  • Que promova e apoie a participação da SPCI em instituições científicas nacionais e internacionais.
  • Que promova a transferência e valorização do conhecimento científico e tecnológico.

Criar um ambiente cultural, científico e tecnológico

  • Que promova e alargue a cooperação e intercâmbio com instituições congéneres nacionais e internacionais.
  • Que construa parcerias com entidades e organizações locais que contribuam para fortalecer a comunidade como um ambiente vivo e de aprendizagem.

Introduzir práticas de gestão inovadoras

 

  • Que desenvolvam a capacidade empreendedora e sejam capazes de assegurar novas fontes de receita.
  • Que proporcionem e disponibilizem as infraestruturas necessárias para permitir e suportar os programas educacionais da especialidade, de investigação e as parcerias a desenvolver.

VI Planeamento Estratégico: Objetivos

A sociedade está a mudar muito rapidamente e de uma forma nunca vista no passado.
Neste contexto, as sociedades científicas estão expostas a uma forte concorrência numa escala global, o que requer mudanças rapidamente.
As instituições que falharem na adaptação às mudanças do meio envolvente certamente declinarão. A SPCI não é exceção.
O uso do planeamento estratégico pelas sociedades científicas tem vindo a ser intensificado significativamente em todo o mundo.
Os constrangimentos em matéria de financiamento e as mudanças do meio envolvente impõem a necessidade de uma gestão criteriosa dos recursos existentes e um pensamento estratégico, a todos os níveis, no processo de tomada de decisão.
É objetivo da nossa candidatura introduzir um sistema de planeamento estratégico, devendo o plano estratégico a elaborar pela SPCI refletir os quatro objetivos estratégicos que nos propomos implementar e desenvolver ao longo do mandato: educação, investigação, parcerias estratégicas e desenvolvimento.

As componentes essenciais do processo de planeamento estratégico a desenvolver são:

  • Identificação e análise do ambiente competitivo da SPCI
  • Avaliação das forças, fraquezas e oportunidades
  • Análise das competências distintivas que diferenciam a SPCI das instituições congéneres
  • Definição dos objetivos estratégicos para o próximo mandato

São objetivos fundamentais do sistema de planeamento estratégico a introduzir na SPCI:

  • Criar um documento orientador que guie, sem limitar, as oportunidades de desenvolvimento futuro da SPCI.
  • Capacitar a SPCI para adequar os objetivos estratégicos aos recursos humanos e financeiros disponíveis.
  • Providenciar um mecanismo para permanentemente monitorizar os objetivos de excelência ao nível da formação de intensivistas, da investigação e outros.

VII Atividades Científico – Técnicas

Eventos

A SPCI deverá manter em termos de estrutura, datas e qualidade científica os seus dois maiores eventos anuais, o Congresso Nacional e a Reunião Monotemática.
O primeiro em maio e o segundo em novembro, devendo ser realizado em diferentes regiões do País.
Procuraremos manter a presença de convidados de elevada qualidade, para que possamos beneficiar das suas experiências e do seu saber.
Continuaremos a incentivar a presença de todos aqueles que entre nós fazem investigação nesta área, para que o Congresso Nacional de Cuidados Intensivos, seja o local privilegiado para a apresentação anual dos seus trabalhos.
Promover nestes eventos uma participação de enfermagem de base alargada, reforçando conhecimentos e competências práticas, alicerçadas em recomendações e algoritmos, sistematizadas em boas práticas e baseadas na melhor evidência.

Formação e Investigação

Manter a SPCI muito interventiva nesta área, continuando a adotar o projeto CoBaTrICE (Competency Based Training in Intensive Care Medicine in Europe) como modelo de base, de forma a harmonizar os programas de formação.
Neste âmbito promover, desenvolver e apoiar a futura Academia de Medicina Intensiva, como associação científica sem fins lucrativos, de tutela mista (SPCI e Colégio da Subespecialidade de Medicina Intensiva da ordem dos médicos).
Promover a criação de um gabinete de apoio à investigação com apoio estatístico que ajude a desenhar e analisar estudos, propor a realização de conferências de consenso e emitir documentos sobre determinadas situações relevantes para a medicina intensiva, como sociedade científica (ex: ECMO, redes de referenciação, etc.)
Estimular a promoção da investigação científica nos domínios da Medicina Intensiva, promovendo a participação na discussão dos grandes temas nacionais sobre saúde, educação médica pré e pós-graduada, investigação biomédica e na formação do conhecimento científico.
Trabalhar no sentido de garantir a curto prazo, o acesso dos associados às principais revistas científicas da especialidade e afins, quer através da assinatura institucional de bases de dados (ovid, Mdconsult, Ebsco), estabelecimento de protocolos com instituições científicas especificas ou da montagem de um serviço de biblioteca.
Produção de relatórios e memórias sobre temas de saúde e demais assuntos de índole médica, social e cultural, por sua iniciativa ou por solicitação de órgãos do Estado ou organizações privadas.

Edição de publicações científicas, periódicas e não periódicas.

Reconhecimento e a consagração do mérito científico com a criação de um prémio bianual de investigação científica, com o apoio da indústria farmacêutica.
Continuar a desenvolver atividades formativas integradas, em parcerias com várias entidades com prestígio institucional e científico, dirigidas à formação do interno de medicina intensiva, no âmbito do internato da subespecialidade.
Além dos congressos e reuniões, continuar a planear cursos monotemáticos como: o Fundamental Critical Care Support Course (FCCS); Basic Assessment and Support in Intensive Care Course (BASIC), em colaboração com a European Society of Intensive Care Medicine (ESICM) e a Universidade Chinesa de Hong Kong; Fundamentals of Disaster Management Course (FDM), em colaboração com a Society of Critical Care Medicine (SCCM); Advanced Training Course in Intensive Care (ATCIC) – Broncofibroscopia para Intensivistas, Lesão Renal Aguda para Intensivistas, Monitorização Hemodinâmica Avançada para Intensivistas, em colaboração com a European Society of Intensive Care Medicine (ESICM); Curso de Técnicas de Substituição Renal; Curso de Ecocardiografia Básica para Intensivistas, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC); Curso de Terapia Intensiva Neurológica (CITIN), em colaboração com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB); Curso de Monitorização Hemodinâmica; Cursos de Ventilação Mecânica Invasiva e Não Invasiva, entre outros.
Estimular a concessão de prémios e distinções honoríficas por serviços relevantes à medicina intensiva, fomentando sempre que seja julgado conveniente, a publicação dos referidos trabalhos.

Divulgar as suas atividades, nomeadamente as de natureza científica.

Colaborar com instituições nacionais e estrangeiras, em particular com outras sociedades e associações científicas dentro de um espírito de aberta cooperação.

Praticar todos os atos necessários à sua continuidade e ao aperfeiçoamento da sua ação.

Desenvolver ações que alavanquem a qualidade de trabalho na sede administrativa da SPCI, identificando as suas necessidades reais, adaptando-a às novas necessidades de mercado, empregando técnicas de trabalho pautadas pela qualidade e agilidade nos seus processos de trabalho, em prol da satisfação das necessidades dos associados.

Revista científica

Continuar a conceber e a promover a revista científica como publicação periódica online e meio privilegiado de promoção do progresso da medicina intensiva.

Como órgão altamente especializado, somos de opinião que nas atuais condições deva ser mantida a associação à revista brasileira de medicina intensiva (RBTI), indexada à Medline e ao Scielo, forma de manter padrões de qualidade e validade científica desejável.

Devemos no entanto no âmbito das próximas eleições para os corpos gerentes da RBTI, garantir a participação de mais Portugueses nos órgãos de gestão da mesma.

Continuar a estimular a publicação pelos associados de artigos e dissertações científicas abrangendo uma vasta gama de campos científicos dentro da medicina intensiva.

Garantir que as edições da revista científica cheguem gratuitamente em forma de papel às diferentes Unidades/Serviços de Medicina Intensiva do país.

Desenvolvimento de modelos de cooperação em investigação científica

Promover a discussão do papel da SPCI como entidade facilitadora e potenciadora de investigação científica em medicina intensiva, procurando aproximar os Investigadores e os Centros de Investigação, divulgando projetos de investigação nacional ou internacional ou dando apoio administrativo e técnico a trabalhos científicos, em função do solicitado pelos seus autores.

Elaboração de Consensos

Promover a elaboração de consensos sobre o estado da arte, constituindo uma equipa responsável por este trabalho multidisciplinar que delegue competências, em grupos de profissionais de reconhecido mérito, em cada área temática, para a elaboração destas normas.
Domínios como: ECMO, redes de referenciação em cuidados intensivos, escalas de sedação e dor, broncofibroscopia em medicina intensiva, pancreatite aguda grave, manutenção de dador, recomendações de prática de enfermagem, aspiração de secreções, mobilização precoce, lista de compatibilidades e incompatibilidades de fármacos, resistência aos antimicrobianos, projeto bacteriémia zero na redução de infeções sanguíneas relacionadas com cateteres, de entre outros, merecerão uma particular atenção.
Conceber a monitorização da qualidade como essencial para segurança do doente crítico e trabalhar no sentido de uniformizar conceitos e práticas que envolvem análise de processos e desfechos, aspetos fundamen­tais no processo de melhoria contínua e na segurança do atendimento, fatores de equilíbrio de uma boa prática médica com controlo adequado de custos.

Com o colégio de subespecialidade de medicina intensiva da ordem dos médicos, o ministério da saúde e a entidade reguladora da saúde, trabalhar no sentido de definir indicadores de qualidade motivadores de uma equipe multidisciplinar comprometida, com a inovação, tecnologia, segurança, efetividade, eficiência, mas também de uma gestão estratégica clara, que definam objetivos, possibilitem o cumprimento de uma proposição de valores e um conjunto de benefícios para os doentes, que devem ser o foco central da mis­são das UCIs.

Em consenso com o ministério da saúde a direção atual da SPCI tem vindo a colaborar na definição dos elementos a constar no texto de uma nota de alta de Medicina Intensiva.

Reconhecemos no entanto existirem ainda questões pendentes de solução consensual nomeadamente:

A validade da inclusão de parâmetros do SAPS II, uma vez que este Índice de gravidade não está validado em doentes individuais, pelo que essa informação poderá não ser bem entendida, por quem não está familiarizado com a utilização regular deste Score de Gravidade Geral.
Tendo em conta a quantidade e qualidade da informação incluída e a potencial duplicação de registos com o HELICS – UCI (bem como a atual elevada carga de trabalho nos S/UMI e a falta de Intensivistas), trabalhar no sentido de evitar duplicação de trabalho/ registos entre estas duas bases de dados, uniformalizando essa informação.

Comprometemo-nos a dar sequência e empenhamento no sucesso deste projeto, relativamente ao qual todos nós esperamos e desejamos, possa dar um contributo para o desenvolvimento e qualidade da medicina intensiva no nosso Pais.

Website

Usar melhor o website, transformando a página da SPCI (www.spci.pt) numa plataforma de trabalho ao serviço dos sócios, agregando informação com formação, divulgando eventos e notícias mais breves, como informação institucional.
Completar e atualizar o registo das UCI’s nacionais com dados de natureza organizativa e de gestão clínica.
Utilização racional das novas tecnologias de informação, como por exemplo facebook, e Linkedin, através da criação de páginas específicas de divulgação das realizações mais importantes da SPCI e forma de comunicação privilegiada aos associados.
O artigo do mês com comentário online atualizado deve ser um dos itens principais do Website, bem como a inclusão de casos clínicos de relevo, imagens ou pequenos artigos de opinião.
Com periodicidade quinzenal promover uma newsletter científica que assuma um papel ativo e transformador no debate sobre a produção e a divulgação da ciência e da tecnologia portuguesa.
Promover a criação na website rubrica mensal intitulada “ o especialista em ética “ destinado a emitir opiniões sobre méritos, riscos e preocupações sociais das atividades no campo da Medicina intensiva, levando em consideração a moral vigente em determinado tempo e local.
Tornaremos pois, a página eletrónica num instrumento para o desenvolvimento administrativo e organizativo da SPCI.

Parecerias com outras entidades

Continuar a desenvolver parcerias com outras sociedades médicas e científicas, na realização conjunta de eventos, como têm sido as reuniões monotemáticas, bem como estabelecer novas parcerias formativas na realização de ações de formação, cursos e consensos.

Dar sequência a política de consolidação de relações estreitas e profícuas que a SPCI tem vindo a estabelecer com várias sociedades nacionais e internacionais: Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC); ESICM; AMIB; Société de Réanimation de Langue Française (SRLF); Sociedad Española de Medicina Intensiva, Crítica y Unidades Coronarias (SEMYCIUC); Sociedad Española de Enfermería Intensiva y Unidades Coronarias (SEEIUC), procurando desenvolver mecanismos de “dual membership” com estas Sociedades e Organizações científicas, criando benefícios para os sócios da SPCI, como o acesso mais fácil à participação nas atividades destas Sociedades, aos seus eventos e publicações.

Continuar a desenvolver o relacionamento, iniciado pela atual Direção, com várias entidades na área da saúde, Ordens dos Médicos, Ministérios da Saúde, e Universidades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), podendo essa colaboração efetuar-se sob várias formas, parcerias, eventos científicos e ações de formação.

Sendo longínqua e indiscutível a ligação que se estabelece entre Portugal, Brasil e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), a manutenção dos laços de entreajuda e cooperação, embora desejada e expressamente manifestada pelas partes envolvidas, nem sempre se consubstancia em ações concretas.

Neste contexto, daremos particular importância a manutenção da politica da atual direção, que iniciou um programa de Cooperação entre a SPCI, os PALOP e o Brasil, quer ao nível de sociedades de medicina intensiva, quer ao nível de organizações científicas locais (Ordem dos Médicos) de, onde pensamos existir um vasto campo de atuação nomeadamente no que concerne a cursos monotemáticos e outras atividades no respeito óbvio da Política de Cooperação Portuguesa nesta matéria, mas também com o objetivo de divulgar a língua e cultura portuguesas, contribuindo ainda, para o desenvolvimento daqueles países.

A SPCI e Sociedade

Como sociedade científica, a SPCI deve constituir uma ferramenta importante de reunião e de discussão de iideias e inserir-se de forma mais ativa na sociedade.

Junto da comunidade, devem ser desenvolvidas ações de esclarecimento sobre o que é a Medicina Intensiva, o que são os Serviços de Medicina Intensiva/UCI’s, para que servem e como funcionam, numa perspetiva de informação e formação da população.
Achamos que neste campo existe muito trabalho a fazer e que a SPCI pode e deve ter um papel importante, utilizando o seu sítio na rede, os eventos que realiza e a comunicação social em geral.

Revisão dos estatutos

Neste capítulo propomo-nos realizar o trabalho planificado pela direção anterior de promover a discussão da revisão dos estatutos da SPCI, nomeadamente no sentido de reduzir os mandatos das Direções para dois anos e de promover a inclusão na mesma dos cargos de Presidente anterior e de Presidente eleito.

VIII Conclusão

Porque nos propomos lutar pelo cumprimento dos objetivos essenciais anteriormente expostos e que estamos certos de poder atingir, com o necessário contributo dos Sócios da SPCI, numa perspetiva de crescimento sustentado da Medicina Intensiva e da Enfermagem de Cuidados Intensivos em Portugal, decidimos candidatarmos a direção e demais órgãos de gestão da SPCI para o triénio 2015-2017.